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CRESS/PA REPUDIA DECISÃO QUE LIBERA TRATAR ORIENTAÇÃO E LIVRE EXPRESSÃO SEXUAL COMO DOENÇA

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Na última sexta-feira (15), uma liminar de um juiz federal de Brasília liberou psicólogas/os a tratarem gays e lésbicas como doentes, podendo fazer terapias de “reversão sexual”, sem sofrerem qualquer tipo de censura por parte dos conselhos de classe. A decisão, do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, é liminar e acata parcialmente o pedido de uma ação popular movida por um grupo de psicólogas/os defensores dessa prática, que representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico.

Na audiência de justificativa prévia para análise do pedido de liminar, o Conselho Federal de Psicologia se posicionou contrário à ação, apresentando evidências jurídicas, científicas e técnicas que refutavam o pedido liminar. O órgão informou que estuda as estratégias para recorrer da decisão. 

 

Em conformidade com a defesa intransigente dos direitos humanos e com os princípios norteadores de proteção da profissão e da sociedade de pensamentos retrógrados, homofóbicos, desumanos e intolerantes, o CRESS/PA vem a público manifestar seu repúdio à decisão da Justiça Federal do Distrito Federal de que os nossos companheiros psicólogos podem tratar e/ou corrigir a orientação sexual de pessoas com relacionamentos homoafetivos e convidamos todas/os assistentes sociais a participarem do ato em protesto contra à medida, que irá acontecer nesta sexta-feira, 22/09, às 18 horas, no Mercado de São Brás, em Belém. Vamos juntos lutar contra essa decisão e exigir dos órgãos competentes as devidas providências.  A homoafetividade não é doença e não precisa de cura.