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CRESS divulga nota de alerta sobre o aumento do crime de feminicídio no Brasil

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No dia 12 de setembro, a assistente social Rosiley Terezinha Couto, foi assassinada pelo marido no município de Altamira. Depois de mais um caso bárbaro que entra para as estatísticas do Pará, o CRESS/PA vem a público escrever uma nota de repúdio ao aumento do índice de feminicídio no Brasil. Somos solidários ao sofrimento das famílias vítimas desse crime e chamamos as/os assistentes sociais a refletirem sobre o tema do feminicídio e da violência contra as mulheres no Brasil.

No último meses tem crescido, de forma alarmante, no país, o número  de assassinatos de mulheres. O Brasil é o quinto país do mundo com maior taxa de feminicídios. Precisamos mudar essa história!

 

Por isso, conclamamos assistentes sociais, estudantes e toda a sociedade a comprometerem-se com a luta diária pela erradicação da violência contra as mulheres. Indigne-se diante desse fenômeno e contribua para a desconstrução da naturalização da violência de gênero contra a mulher. Queremos construir um mundo livre, sem exploração e reprodução de preconceitos e de discriminações, onde ser mulher, negra, indígena, lésbica, jovem, idosa, com deficiência, represente a efetividade da diversidade humana e não elementos que desencadeiem formas de opressão e de violência.

 

Defendemos a ideia de que uma mulher tem o direito de dizer não a uma relação conjugal e ser livre sem ser vítima de feminicídio. Não podemos permitir retrocessos no enfrentamento às formas de violência contra a mulher. O CRESS atua na defesa intransigente dos direitos das mulheres. As militantes feministas, assistentes sociais e demais profissionais, que lutam para que a perspectiva de gênero, de raça/etnia e orientação sexual sejam incorporadas em todas as políticas públicas e em seu exercício profissional, fazem a diferença na construção cotidiana de uma nova realidade histórica.

 

Uma vida sem violências é um direito das mulheres. Comprometa-se também com essa causa, tome uma atitude e exija seus direitos. 

 

Então, se você mulher foi vitima de alguma violência ou conhece alguma outra pessoa que tenha sido, denuncie!

 

A denúncia de violência doméstica pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

 

Delegacia especializada de atendimento à mulher no Pará:

SANTARÉM-(93)3522-2132

TUCURUÍ-(94)3787-3340

BRAGANÇA-(91)8131-3537

BREVES-(91)3783-2670

ITAITUBA-(93)3518-7091

MARABÁ- (94)3321-4800

ALTAMIRA-(93)3515-1506

ABAETETUBA-(91)3751-5111

BELÉM-(91)3246-4862

CASTANHAL-(91)3712-3928

PARAUAPEBAS-(94)3346-8188

REDENÇÃO-(91)3424-8566