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Falta pouco para o Seminário Nacional Serviço Social, Relações Fronteiriças e Fluxos Migratórios Internacionais

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Em 17 de outubro, o haitiano Fetiere Sterlin, de 33 anos, foi brutalmente assassinado, a facadas e pauladas, por cerca de 10 pessoas, em Navegantes (SC). Fetiere estava refugiado no Brasil há quatro anos, era isolador naval e sua morte chamou atenção para a crescente xenofobia e o constante racismo contra os imigrantes e refugiados que têm chego no Brasil em número cada vez maior.
No início de setembro, a foto do corpo do garoto sírio-curdo, de três anos, achado em uma praia da Turquia, estarreceu o mundo. Aylan, seu irmão Galib, de 5 anos, e sua mãe, Rihan, eram de Kobane, uma das cidades mais atacadas tanto pelo ditador Bashar al-Assad quanto pelo fundamentalista Estado Islâmico, e tornaram-se lamentáveis exemplos da verdadeira barbárie que, somente entre janeiro e agosto de 2015, já levou à morte mais de 3 mil pessoas que tentaram atravessar o Mar Mediterrâneo. (SILVA, 2015, p. 31)
Estes são relatos cotidianos que tem invadido os noticiários recentes! Com o objetivo de problematizar esta realidade e suas determinações para o exercício profissional de assistentes sociais, o Conjunto CFESS/CRESS deliberou pela realização do Seminário Nacional Serviço Social, Relações Fronteiriças e Fluxos Migratórios Internacionais que terá como tema “Fronteiras (in)visíveis do capital: desafios para o Serviço Social”. Esta foi uma deliberação do 43º Encontro Nacional CFESS/CRESS, realizado de 18 à 21 de Setembro de 2014 na cidade de Brasília – DF, no eixo de Relações Internacionais.

Participam deste evento: assistentes sociais, estudantes de serviço social, profissionais de áreas afins e convidados. Haverá transmissão online permitindo o acesso de todos e todas os/as interessados/as.
O presente Seminário tem como objeto o debate das requisições para o exercício profissional, à luz do Projeto ético-político, na particularidade dos territórios fronteiriços e fluxos migratórios internacionais contemporâneos.
Em um contexto de mudanças de relações socio-econômicas e geopolíticas provocadas pela crise do capitalismo contemporâneo, compreende-se os espaços fronteiriços de trânsito entre dois Estados Nacionais, onde as desigualdades econômicas, sociais, políticas, culturais, laborais e territoriais impactam o acesso à direitos, em especial no campo da proteção social e dos direitos humanos.
Ao mesmo tempo, o processo de acumulação capitalista impõe novas formas de sociabilidade que constituem o chão histórico sob o qual advém fluxos migratórios internacionais, trazendo novas determinações para o exercício profissional de assistentes sociais na realidade brasileira.
Convidamos a participarem deste evento na acolhedora cidade de Belém do Pará!

Informações: http://www.seminariofronteiras.com.br/