Nota Pública

Gestão não se render nem recuar, o CRESS em todo lugar!
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O Conselho Regional de Psicologia 10ª Região PA/AP e o Conselho Regional de Serviço Social da 1ª Região, respectivamente CRP10 e CRESS, manifestam veementemente repúdio em relação às decisões tomadas pelo Governo Federal e Ministério da Saúde do Brasil em sua condução diante da pandemia da COVID-19.

Sabemos que estas decisões - pautadas em irresponsabilidade, inverdades, negacionismo, desrespeito à população, descrédito à ciência, falta de planejamento e gerenciamento, incentivo a atitudes contrárias à prevenção da doença, dentre outras barbáries -, têm causado o caos social e o colapso tanto na rede pública quanto na rede particular de atenção à saúde.

Defendemos urgentemente que a vacinação possa ser iniciada para toda a população brasileira que se encontra neste momento no espectro dos grupos de maior risco de morte e internação. É preocupante que populações em situação de maior vulnerabilidade, como povos quilombolas e indígenas não aldeados, tenham ficado de fora dessa primeira fase da vacinação. Ainda mais porque estes compõem a maioria dos que adoeceram ou vieram a óbito, conforme mostram os indicadores epidemiológicos. E nessa segunda onda que já se encontra presente na Amazônia, estes grupos são os que  mais estão sendo atingidos. A pandemia corre célere pelos estados da Amazônia. Então só a vacinação em massa reduzirá a velocidade acelerada da propagação do vírus. É inaceitável que em função de tantos erros no gerenciamento da saúde, milhares de vidas sejam ceifadas.

No caso específico de nosso estado, o Pará, temos acompanhado com muita preocupação, através das mídias e transversalmente de inúmeras denúncias ao nossos Conselhos, o “desenrolar” das entregas das vacinas.

Todo o esquema estabelecido pelo Governo do Pará para a chegada da vacina no dia 18/01/21 e sua distribuição a partir de 19/01, as criações dos critérios e riscos para a contaminação a partir das definições e criação de grupos prioritários, foi recebido por todos com certa tranquilidade e respeito. Contudo, infelizmente tais decisões têm resultado no quadro extremamente grave que estamos presenciando com grande tristeza, além de “estranhamentos” entre os servidores dos serviços hospitalares e da saúde.

Não é possível que num momento crítico como este, de extrema exposição de longos meses ao coronavírus, ainda não se tenha conhecimento de quem são os “trabalhadores da linha de frente”. Não basta trabalhar na instituição para ser considerado “LINHA DE FRENTE” e isto precisa ser uma pontuação coordenada pela gestão dos serviços.

Em vários serviços públicos, trabalhadores que não são considerados linha de frente foram vacinados antes dos que realmente estão, segundo informações divulgadas em diversos portais de notícias.

À gravidade da situação pandêmica e reais ameaças que este vírus representa à saúde e à vida, soma-se o sentimento de insegurança e desamparo provocado pela inoperância, lentidão e descaso de muitas gestões, que provoca sofrimento psíquico, desesperança e adoecimento psicológico. Como Conselhos de classe, entendemos o ser humano em sua totalidade física e psicológica e alertamos para os riscos que extrapolam os efeitos diretos do vírus e que afetam a vida não podem ser negligenciados.

Viemos a público manifestar nossa indignação e repulsa diante do que vem ocorrendo desde o início da pandemia, quando solicitamos condições de trabalho, reajustes de insalubridade para no mínimo o reconhecimento institucional quanto ao desgaste dos que estão na “Linha de Frente”, a fim de garantir direitos para além de “palmas”.

Assim, em nome das (dos) profissionais vinculados a estes Conselhos, exigimos medidas imediatas para que os responsáveis pela distribuição da vacina em nosso estado reavaliem seus critérios baseados realmente na exposição ao risco de contaminação.

Igualmente, também fazemos a reflexão de outras políticas públicas fundamentais: além das (os) trabalhadoras (os) da saúde, defendemos que quem atua no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), nas frentes de combate à COVID-19, por estarem em serviços essenciais à população, sejam também incluídos nos grupos prioritários para a vacinação.

Vacina já! Campanha de vacinação já! Respeito à vida humana já!

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